Ser Radioamador ainda está na moda

Radioamador teima em não sair de moda

Escrito por Natália Pesciotta

A força-tarefa da rádio nacional foi fundada em 2001.
Notícia ruim chega depressa. Hoje temos eficientes instrumentos para isso: celular, mensagens instantâneas, twitter, radioamador… Não, esta última palavra não errou de frase, nem de década. Saiba que a Rede Nacional de Emergência de Radioamadores foi fundada em pleno século 21, no dia 24 de outubro de 2001. Conhecida como Rener, é uma força-tarefa submetida à Defesa Civil nacional, pronta para agir em situações de emergência ou calamidade, quando os meios de comunicação usuais não puderem ser acionados.
Seja em inundação, incêndio ou seca, epidemia ou deslizamentos, a rede conta com quase dois mil radioamadores conectados pelo País. São pessoas que possuem os transmissores autorizados pela Anatel, se inscreveram na entidade e estão cientes de algumas orientações básicas. Ter sempre à mão caneta e canivete é uma delas. Outra: “Não enfatizar emoção na transmissão dos fatos.” Recentemente, a rede entrou em ação em grandes enchentes no Nordeste e Santa Catarina.

Fonte: Almanaque Brasil

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Sobre Luc, PY8AZT

Eu sou o Luc, PY8AZT. Ingressei no radioamadorismo em 1992. Sempre me dediquei ao DXismo e competições de rádio. Nasci em Castanhal, Pará, porém vivo em Fortaleza, Ceará desde 2006, onde opero como PT7AG. Durante os campeonatos de radioamadorismo participo do time de operadores da estação de contest PW7T do Fortaleza DX Group. Há 6 anos, dedico parte do meu tempo ao Portal DXBrasil, contribuindo com informações, notícias e artigos de interesse da comunidade radioamadorística de língua portuguesa. Se você gostou deste artigo, deixe um comentário abaixo…

3 ideias sobre “Ser Radioamador ainda está na moda

  1. Léo

    Existe hoje a ideia de que, se há uma nova tecnologia, um novo modismo, o anterior tem que sair de cena, minguar até sua completa morte. No radioamadorismo não existem modismos, o que existe é uma atividade de prazer, de diversão e de amor pelo hobby por quem o pratica.
    Duro é ver que somente são reconhecidas as qualidades desta atividade quando todas as outras falham, quando o povo necessita.
    A matéria em questão retrata bem isto: radioamadores, isto ainda existe?
    Sim, existe. Falhem todos os outros meios de comunicação que se verá que eles ainda existem, e são competentes e úteis à sociedade.

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  2. João Fanara

    Acho que o radioamadorismo ganharia muito se ele deixasse de ser tão restritivo e tão sectário em relação ao novo e a participação dos outros.

    Neste aspecto o radioamadorismo poderia se beneficiar muito com os idealizadores da internet, por exemplo.

    Se voltarmos na história, veremos que o radioamadorismo, ao menos aqui no Brasil, tem o discurso um tanto quanto congelado desde a década de 60/70, ou seja, há todo um ranço de militarismo, de defesa nacional e de outros argumentos nesta direção que não faz o menos sentido nestes dias.

    Naquela época telefonia era coisa pra poucos, telefone público então nem se fala. O Radioamador detinha um poder muito semelhante ao que se tem hoje com a internet. Era o poder do cidadão comum ser uma broadcasting!

    Sempre que se tem poder é necessário criar mecanismos para auto proteção, para se manter este poder, então cria-se provas, códigos de condutas e éticas próprias.

    Até aí, tudo bem. O problema é que o mundo mudou absurdamente nos últimos 10, 20 anos e o discurso do radioamador (sem generalizar, claro) continua igual.

    Anteontem, em VHF, estava escutando a ‘cobertura’ da tragédia na Serra do Rio. Veja, uma tragédia como nunca antes vista e o cidadão que coordenava a rodada, o âncora, estava preocupado com indicativos e se o cara falava em nome da instituição A ou B. Ou seja, vai no caminho inverso do mundo, livre de amarras e legislações totalitárias, nisso a internet poderia ensinar e muito aos radioamadores.

    Nós radioamadores, bem me lembro que na década de 90 a gente reclamava porque a mídia não nos exibia. Hoje, com a internet em nossas mãos, quantos radioamadores compartilham seus conhecimentos por aqui? A gente vê que o radioamadorismo quer se fechar numa cortina de ferro, se esconder do mundo pra viver uma época que já morreu há décadas. Temos que aprender que somar é mais valioso que dividir.

    Para finalizar e ilustrar o que estou dizendo, um pensamento que norteia a internet desde a sua concepção:

    “Se você tem uma maçã e eu tenho uma maçã e nós trocamos essas maçãs, então eu e você ainda teremos uma maçã cada. Mas se você tiver uma idéia e eu tiver uma idéia e nós trocamos idéias, então cada um de nós terá duas idéias.”

    George Bernard Shaw (1856-1950)

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  3. PY8AZT Autor do post

    Acho que o radioamadorismo ganharia muito se ele deixasse de ser tão restritivo e tão sectário em relação ao novo e a participação dos outros.

    Meu caro João,

    Sim, o radioamadorismo é muito restritivo, talvez por isso ainda continue tão sólido. Veja o que aconteceu na Faixa do Cidadão que é muito menos restritiva!

    Fato é que o radioamadorismo é regulamentado pela ANATEL, mas todos somos submetidos a IARU, e, em última forma, à ITU – International Telecommunication Union.

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