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PY7ALC, Gert Wallerstein (SK)

Com profundo pesar comunico o falecimento de nosso colega e meu grande amigo GERT WALLERSTEIN, PY7ALC, ocorrido na data de hoje, 29 de outubro, em RECIFE-PE, aos 76 anos de idade.

Nosso amigo Gert Wallerstein, PY7ALC foi, sem a menor sombra de dúvidas, um dos mais brilhantes Radioamadores brasileiros. Nascido na Alemanha durante o regime nazista, sua família, que era judia, foi obrigada a sair daquele país no ano de 1936.

Brilhante técnico em eletrônica, radicou-se em São Paulo, onde trabalhou em diversas rádios na manutenção de transmissores, mas nunca pode tirar sua licença de Radioamador devido a uma irônica condição: como ainda não era naturalizado, impedido apenas por sua menoridade civil, não contava também com a cidadania alemã, pois embora fosse natural daquele país, estava impedido da condição de cidadania, devido ao fato de ser judeu, e dessa forma, não poderia ser Radioamador.

Enquanto aguardava a possibilidade de sua naturalização, Gert dedicou-se aos estudos de eletrônica, desenvolvendo interessantes projetos. Com apenas 13 anos de idade, foi o autor de um interessante projeto de transmissor de AM de 15 Watts para as faixas de 40 ou 80 metros com uma válvula 6L6 modulando outra 6L6, que se tornou conhecido ao ser divulgado em 1949 na “lição prática nº 27” do “curso prático de radiotécnica” do famoso Instituto Monitor, e dessa forma esse transmissor acabou se tornando o equipamento caseiro mais difundido entre os Radioamadores novatos nas décadas de 1950 e 1960: http://www.813am.qsl.br/artigos/tx/tx_monitor.pdf

Em 1954, quando Gert finalmente conseguiu a cidadania brasileira, montou um transmissor para a faixa de 80 metros, pois seu maior sonho era poder operar naquela banda, mas teve aí sua primeira desilusão: devido ao ciclo solar da época, a propagação para aquela faixa estava completamente fechada, e por este mesmo motivo, absolutamente abandonada.

No ano de 1965, já em RECIFE-PE, fundou com outros empresários a Eudgert, para se dedicarem à produção de equipamentos de radiocomunicação. Lamentavelmente a Eudgert encerrou suas suas atividades em 1975, pois os demais sócios de Gert Wallerstein, que não eram Radioamadores, não tiveram mais interesse na continuidade das atividades.

Um fato curioso que poucos conhecem: a Yaesu tentou comprar a Eudgert no início da década de 1970, com a intenção de transferir a produção de seus equipamentos para o Brasil, mas a burocracia brasileira impediu a realização dessa fusão.

Sendo uma pessoa responsável, Gert nunca se conformou com o fato dos integrados Plessey apresentarem aquele problema crônico de corrosão com o passar dos anos, e mesmo após ter se afastado de sua indústria, gastou uma pequena fortuna comprando todos os integrados que encontrou a venda na Europa, para poder repor, gratuitamente, aos seus antigos compradores do Eudgert Diamante. Prestativo, para enviar essa encomenda ele acondicionava um kit completo de integrados numa embalagem plástica de saboneteira dentro de uma caixa de papelão, para evitar que qualquer manuseio descuidado pudesse danificar aqueles raros componentes. Eu tive a honra de receber dele – gratuitamente, diga-se de passagem – a última dessas “saboneteiras” com uma série completa com os últimos integradinhos que ele conseguiu comprar – a alto preço. Ele também me confirmou ter sido humilhado por alguns colegas a quem socorreu, tendo virado motivo de chacota por ter escolhido aquela embalagem “simplória”. O problema é que naquela época ele não conseguiu opção melhor para essa finalidade, mas quem a recebeu pode confirmar que ela era perfeita, tanto é que a guardo como uma das minhas mais importantes “relíquias” da minha coleção!

Apesar de ter uma vida marcada por tragédias (ter nascido Judeu na Alemanha nazista, ter perdido a mãe no parto, se ver obrigado a abandonar o país natal

devido ao antissemitismo, viver anos sem ter direito a nenhuma cidadania, passar anos esperando por uma oportunidade de poder operar nas faixas de Radioamador,

ter sido trapaceado descaradamente pelos sócios pilantras), Gert Wallerstein sempre foi uma pessoa serena, prestativa, brilhante, transmitindo uma paz de espírito sem igual com quem conversava. Quem o conheceu mais proximamente, acabou se tornando amigo íntimo. Os filhos também seguiram o mesmo estilo carismático do pai, sendo que o Ludwig, que herdou não só a simpatia e o carisma do Gert, mas também a inteligência, tem hoje uma bem sucedida rede de fotocopiadoras em RECIFE.

De todos os grandes pioneiros da indústria de equipamentos para Radioamadores, Gert Wallerstein foi um dos mais brilhantes, mas sem a menor sombra de dúvidas, o mais carismático de todos!

Afastado do Radioamadorismo (mas de vez em quando, ligava seu Yaesu FT-747 pra corujar o pessoal), e devido às decepções e traumas que teve com o fim de sua empresa, Gert nunca mais teve contato com os equipamentos que fabricou. Ele sequer tinha cópia dos esquemas de seus próprios rádios…

Nesses últimos três meses tentei ir até RECIFE para entrevista-lo, pois estava escrevendo um artigo sobre a Eudgert que será publicado na próxima revista CQ Radioamadorismo, mas infelizmente ele não pode me atender, pois estava com a saúde muito fragilizada, devido a um enfisema pulmonar. O último e-mail que recebi dele foi em 06 de outubro passado, onde recebi o seguinte relato:

“Caro Adinei:

Por estar semi-hospitalizado devido a  uma pneumonia, ficarei inibido temporariamente de responder com rapidez suas mensagens.

Até breve,
Gert Wallerstein”

Até breve, meu amigo! Teus brilhantes ensinamentos e teu inigualável carisma jamais serão esquecidos pelos Radioamadores brasileiros!

73,

Adinei, PY2ADN

Fonte: email escrito por PY2ADN e publicado na lista QRP-BR.

Maneira segura de soldar Conectores UHF PL259

O Rio DX Group publicou um artigo importante para todos que buscam o aperfeiçoamento contínuo de sua estação de radioamador. Já pensou perder um contato raro ou ficar de fora de um contest porque, de repende, perdeu a recepção ou a ROE da antena está altíssima. Você vai suspeitar que a torre caiu, a antena quebrou, o cabo está cortado, etc… etc… para, no fim, descobrir que era apenas um conector mal feito?

Então, aprenda a maneira certa e segura de instalar um conector UHF PL-259 em um cabo coaxial RG-213.

Serminário: Atualização do Ciclo 24

No seminário em agosto de 2009, K9LA apresentou o mínimo solar entre o Ciclo 23 e 24 e o prenúncio do Ciclo 24. Agora em julho de 2012, o mesmo palestrante fará uma revisão do mínimo solar e apresentará a situação atual do Ciclo 24. Outros dois tópicos serão discutidos: efeito de árvores na propagação em HF e MF; e a melhor altura para sua antena.

Título do seminário: Update on Cycle 24 and more
Idioma: Inglês 

O serminário será realizado em duas datas:

Data: Quinta-feira, 19 de Julho
Hora: 01:00 UTC
Registro (gratuito): https://www2.gotomeeting.com/register/606121362

Data: Sábado, 21 de Julho
Hora: 19:00 UTC
Registro (gratuito): https://www2.gotomeeting.com/register/699956578

Seminário Online: Contest para Small Pistols

Neste sábado (20/junho), N6BV apresentará um seminário voltado para Small Pistols, estações com antenas modestas, mas que desejam obter melhores resultados em Contest e DX.

O seminário será transmitido pela Internet gratuitamente, mas é necessário cadastro prévio pois as vagas são limitadas.

Título: Antennas for Contesting — Little-Gun vs a Superstation
Data:  Sábado, 20 de junho
Horário: 19:00 UTC
Link para registro: https://www2.gotomeeting.com/register/179521850

TS-990S: Veja a cara do Novo Top da Kenwood

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Chegou o fim da espera! Aí está a cara do novo TS-990S.


Atualização (7/Julho/2012): 

Uma das estratégias da Kenwood para garantir espaço ao novo lançamento TS-990S no mercado praticamente dominado por Icom, Elecraft e Yaesu será oferecer “o melhor áudio do mercado”. Há fortes rumores sobre uma parceria secreta entre Bob Heil, K9EID da HeilSound e KENWOOD para desenvolver os estágios de tratamento de áudio em TX e RX. Portanto a KENWOOD que já era famosa por entregar ótima qualidade de áudio, vai dominar o (grande) mercado dos HiFi-SSB.


Mais alguns detalhes sobre as especificações do TS-990S:

  • Frequency Range: HF+50MHz
  • Output Power : 5W – 200W
  • Mode: SSB, CW, FSK, PSK, FM, AM
  • Built-in Switching Power Supply
  • Built-in Antenna Tuner
  • COM port, USB A/B port & LAN port

Fonte: anúncio publicitário na contra-capa da QST de maio/2012.

Novo TS990: Kenwood & Apple

Kenwood

Antes de me tornar um contesteiro visceral, minha fabricante de rádio predileta era a Kenwood. Na década de 1990, eu imaginava que nada poderia ser melhor que um Kenwood. Mesmo usando os dois rádios mais fascinantes já fabricados pela Kenwood TS2000 e TS870. Ao me tornar um contesteiro,  descobri que existia a Yaesu com sua série incrível do FT1000 e seus irmãos mais novos. Em 2001, como faziam todos os contesteiros migrei para o FT1000MP e fui um usuário e admirador deste rádio até meados de 2006, quando fiz QSY para Fortaleza. Aqui, conheci de perto outra pérola da indústria: IC756ProIII. Mas, confesso que nunca esqueci minha primeira paixão (Kenwood).

Acompanhei todos os lançamentos da Kenwood nos últimos 10 anos. Li reviews na esperança de que a Kenwood estaria tirando algo da cartola para desbancar a Icom e Yaesu, mas em cada um ficava mais claro que a Kenwood tinha abandonado o mercado de transceptores para sérios DXistas e Contesteiros. Mas isso tudo mudou quando li os primeiros comentários sobre o TS590 e pesquisei sobre seu revolucionário sistema de F.I.

A Kenwood estava de volta e em grande estilo! Com uma F.I. baseada em upconverter, no lugar das tradicionais F.I. downconverter presentes em quase todos receptores do mercado, o TS590 estava de volta e provocando suspiros (pelo menos me mim)!

Troquei e-mails com felizes e satisfeitos proprietários de um TS590. Consultei grandes contesteiros que estavam usando o TS590 em bandas baixas com sucesso. Li e reli o material técnico disponibilizado pela Kenwood e era verdade: o design do receptor oferecia resultados comparáveis apenas aos top transceivers do mercado (IC7800, FT5000 e K3). Portanto, além de colocar no mercado um excelente receptor por um preço atraente, cerca de $1.700, a Kenwood estava de volta com uma nova e surpreendente arquitetura.

Bem, você deve estar pensando: “esse artigo é sobre o TS590 ou o novíssimo TS990?”. Eu precisava fazer essa introdução para chegar a este ponto.

Apesar do impacto do TS590, este ainda não é um rádio top de linha. O ultimo rádio top de linha da Kenwood foi o TS950SDX, descontinuado (palavra estranha) na década de 1990. Então, era lógico que os engenheiros da Kenwood estariam preparando uma GRANDE surpresa para o mercado de sérios DXistas e Contesteiros utilizando o mesmo conceito do TS590. Finalmente, chegamos ao Kenwood TS990.

Os rumores sobre um novo rádio top de linha da Kenwood estão em toda parte na Internet. Vários fórums especulam sobre o que estaria por vir depois do TS590. Como nenhuma foto foi divulgada, os “artistas” começaram a soltar a imaginação.

Um italiano postou um vídeo de como seria a tela do TS990 (fora a criatividade do autor, essa imagem não tem nada de real):

Fora a criatividade do autor, essa imagem não tem nada de real.

Também apareceu uma foto de como seria o conjunto com um analisador de espectro acoplado ao rádio. Mas uma análise revelou que se tratava de uma imagem produzida no Photoshop (as regiões coloridas na imagem de baixo indicam que foram editadas):

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Também surgiu uma foto de um rádio com tapumes, parecido com aqueles usados nos protótipos de carro para esconder as linhas do novo modelo:

Rádio com "tapumes" suportamente para esconder as novidades.

Verdadeiro mesmo até agora somente o anúncio da Kenwood na QST de maio 2012:

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Em nota oficial, a Kenwood provocou ainda mais a curiosidade dos radioamadores revelando alguns detalhes sobre o novo equipamento, mas sem mostrar qualquer foto:

April 18, 2012

New Amateur Radio Product to be Exhibited Prior to Worldwide Launch

JVC KENWOOD Corporation is proud to announce that the prototype of a state-of-the-art Amateur transceiver scheduled for worldwide launch under the KENWOOD brand in the winter of 2012 will be unveiled as a reference exhibit at Dayton Hamvention 2012 to be held in Dayton, Ohio, USA (May 18-20). It will also appear at events in Germany and Japan.

Reference exhibit model: TS-990 HF/50 MHz Transceiver
Featuring a dual TFT display and dual receiver, the TS-990 is a top-of-the-range flagship model in the KENWOOD Amateur radio line-up.

Prior to the launch of the TS-990, a prototype will be displayed as a reference exhibit at Dayton Hamvention 2012 in Dayton, Ohio, USA (May 18-20), at HAM RADIO 2012 in Friedrichshafen, Germany (June 22-24), and at Ham Fair 2012 in Tokyo, Japan (August 25-26).

Please note that as this product is under development, published information is subject to change without notice.

Fonte: Kenwood

Segundo a nota, a Kenwood tem o “orgulho de anunciar um transceptor estado-da-arte para radioamadores que será lanchado no inverno de 2012” (leia-se, no fim do ano). Um protótipo (leia-se pode ser somente um modelo em papelão dentro de uma redoma de vidro) será exibido em Dayton (18-20/Maio).

Com relação às funcionalidades do rádio, a Kenwood declara apenas que ele terá uma tela dupla de LCD, dual receiver (capacidade de escutar em duas frequências ao mesmo tempo) e que ele será o novo “top de linha” da marca Kenwood.

Nota do Autor: Parece que os executivos da Kenwood andaram aprendendo uma lição ou duas com o Steve Jobs. O lançamento do TS990 tá parecido um novo produto da Apple. Se houvesse uma KenwoodStore, eu ficaria lá na fila – sim teria uma longa fila de KenFãs (sic) – por dias e noites esperando o dia para ser o primeiro a comprar o novo TS990 que ninguém ainda não viu ou ouviu!

Mito: “Não Tenho Tempo para o Contest”

Mito: “Não Tenho Tempo para o Contest”

É comum ouvirmos como desculpas por não participar de um contest porque não houve tempo para participar. Certamente os compromissos profissionais, pessoais e familiares tem (e devem ter) absoluta prioridade sobre as nossas atividades no rádio. Mas, entretanto, é um grande erro deixar de participar de um contest porque não teve tempo durante o fim de semana.

Um estudo realizado pelo radioamador alemão Schneider DL8MBS mostra que 90% dos participantes do CQWW SSB 2009 dedicaram menos de 24h ao contest e um terço de todos todos os logs recebidos apresentavam atividade entre 0 e 6h na competição.

Os competidores que realmente dedicaram o fim de semana ao contest, com mais de 30 horas de atividade representaram apenas 6,6% do total de participantes.

Dados compilados por DL8MBS sobre os logs recebidos pelo CQWW SSB 2009:

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Estas estatísticas mostram que participar exige muito pouco do seu tempo. Basta reservar alguns minutos ou poucas horas para fazer alguns contatos e depois enviar seu log para os organizadores.

Seminários via Internet para Contest

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O Potomac Valley Radio Club (PVRC) promoverá 3 seminários online de grande interesse a toda a comunidade contesteira. Os seminários abordarão aspectos detalhados sobre o software para contest N1MMLogger, dicas sobre modos digitais e operações mult-op. Os seminários podem ser assistidos pela internet, mas é necessário registro prévio (gratuito). Para se registrar, use os links abaixo:

Título: N1MM Logger in Depth: Part 1 – Overview

Data: 29 de fevereiro (02:00 UTC)
Registro (gratuito): https://www2.gotomeeting.com/register/611548330
Apresentadores: Pete Smith N4ZR, Steve London N2IC, Larry Gauthier K8UT, Rich Ferch, VE3KI

Título: N1MM Logger in Depth: Part 2 – Digital Modes and Multi-Op

Data: 7 de março (02:00 UTC)
Registro (gratuito): https://www2.gotomeeting.com/register/222788522
Apresentadores: Pete Smith N4ZR, Steve London N2IC, Larry Gauthier K8UT, Rich Ferch, VE3KI

Título: Getting Started In Digital Contesting

Data: 1 de abril (19:00 UTC)
Registro (gratuito): https://www2.gotomeeting.com/register/982837010
Apresentador: Steve Ford, WB8IMY, Editor da QST

Atenuador & Pré-Amplificador: Os Melhores Amigos dos DXistas

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A maioria dos transceptores oferece um pré-amplificador e/ou atenuador. Estes recursos estão no painel frontal do rádio e eles estão lá, bem na sua frente, por um bom motivo: devem ser usados constantemente durante sua operação. Você nunca os usou? humm… melhor continuar lendo para aprender como e porque usá-los vai melhor muito seus resultados em contest e no DX.

Sabe aquelas fórmulas cabeludas para explicar algo simples? Tipo essa aqui:

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Esqueça! Neste artigo não vamos usar nenhuma delas…

A fonte de referência para este artigo foi Gary Breed K9AY, que publicou uma matéria no National Contest Journal, edição Nov/Dez 2000 explicando como e porque usar o atenuador e pré-amplificador pode resultar em mais QSOs. Neste artigo, trazemos alguns conceitos e explicações usadas pelo Gary, mas apresentamos de uma forma ainda mais básica para que todos possam entender os conceitos por trás dos controles de ganho disponíveis no receptor.

Como tirar o máximo dos Atenuadores e Pré-amplificadores

Lamentavelmente, não são muitos radioamadores que fazem o melhor uso deste recursos disponíveis na maioria dos transceptores. Os atenuadores e pré-amplificadores estão lá porque os rádios não oferecem uma variação de ganho adequada para todas as situações de recepção encontradas nas bandas. O objetivo deste artigo é explicar porque estas funções que controlam o ganho do receptor são importantes e mostrar como podem ser usadas para alcançar o máximo desempenho que o seu rádio oferece.

Fator #1 – Dynamic Range

O dynamic range é fator mais importante para determinar o desempenho do receptor. Em qualquer avaliação técnica feita pela QST, o dynamic range é o aspecto mais rigorosamente analisado no laboratório da ARRL.

Não vou entrar em detalhes técnicos para definir o que é o dynamic range, mas é importante que você entenda que ele representa a capacidade do receptor de tratar sinais desde níveis fracos iguais ao ruído gerado internamente pelos seus próprios componentes eletrônicos até sinais com níveis tão fortes que causam distorções ou intermodulações na saída de áudio.

Apenas para simplificar e ilustrar melhor o papel do dynamic range, imagine que seu receptor tem um dynamic range ótimo de 90dB, começando com sinais de entrada da ordem de –130dBm. A figura 1 mostra a região do dynamic range na qual um típico transceptor HF de desempenho médio, oferecido atualmente pelo mercado, terá a recepção livre de intermodulação/distorção. Um receptor Top de linha oferece um dynamic range por volta de 140dB, portanto pode receber sinais com variações maiores sem distorcer ou gerar intermodulação no áudio de saída.

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Figura 1) Variação do dynamic range em situações comuns em HF.

O nosso objetivo é controlar a intensidade dos sinais que entram no receptor usando o pré-amplificador e/ou atenuador, de forma que mantenha o receptor sempre trabalhando dentro da variação ótima oferecida pelo dynamic range. Para isso, nós precisamos conhecer a variação de intensidade de sinal esperada nas diversas situações em HF. A figura 1 mostra algumas destas situações mais comuns. Por exemplo, o nível de ruído nas bandas altas são menores que nas bandas baixas.

Vamos começar nas situações encontradas nas bandas altas (acima de 20 metros). Nas bandas altas, o ruído atmosférico é cerca de 30dB mais baixo que em 160 metros. Especialmente em 15 e 10 metros, o ruído de fundo pode ser até menor que o início do dynamic range do receptor. Nestas frequências, nós precisamos adicionar ganho (usando o pré-amplificador) para escutar sinais que estão acima do ruído de fundo da banda, mas ainda estão abaixo da faixa de sensibilidade ótima do rádio (ou seja, do dynamic range). Muitos rádios oferecem 10dB de ganho ao acionar o pré-amplificador, outros oferecem até mais. Se o pré do rádio não for suficiente, pode-se usar um pré-amplificador externo para elevar o nível dos sinais de entrada até chegar ao dynamic range do receptor. Um pré externo pode ser fundamental em estações instaladas em locais remotos com níveis de ruídos excepcionalmente baixos.

Por outro lado, quando as bandas altas estão muito abertas, os níveis de sinais podem ser muito fortes! Se continuarmos com muita pré-amplificação na entrada do receptor quando estes sinais estiverem presentes, nós vamos exceder o limite superior do dynamic range considerado ótimo e vamos gerar intermodulações e distorções que vão atrapalhar a recepção de qualquer sinal na banda.

O desafio é ficar de olho na variação geral dos sinais presentes na banda. Nós temos o impulso de adicionar ganho ao receptor quando vamos ouvir sinais fracos, mas desligar o pré-amplificador (ou mesmo adicionar alguma atenuação ligando o atenuador) evita que nosso receptor seja inundado por intermodulações geradas pelos outros sinais fortes presentes na banda. Em outras palavras, os controles de ganho (atenuador/pré-amplificador) não podem ser “ajustados e esquecidos” nas bandas altas, pois a todo momento as condições de recepção podem mudar, necessitando adicionar ou remover ganho do receptor para obter sua máxima performance.

As bandas baixas exigem atenção especial ao atenuador. A banda de 40 metros é um caso a parte, pois ela pode estar muito silenciosa ou muito ruidosa de um dia para o outro. Além disso, nesta banda estão presentes estações internacionais que transmitem com potências na ordem de megawatts. Assim como nas outras bandas baixas, em 40 metros você nunca vai precisar adicionar ganho (a menos que você esteja usando uma antena de recepção desenhada propositadamente para ser ineficiente, um caso que não se aplica a 99% das estações de radioamador).

Em todas as bandas baixas, a questão é: “Quanta atenuação eu preciso?”.

Da mesma forma que explicamos em relação às bandas altas, nós precisamos considerar a variação dos sinais presentes na banda para inserir apenas a atenuação necessária para eliminar as intermodulações e distorções causadas pelos sinais acima do limite máximo do dynamic range. Entretanto, em 40 metros, a presença das estações broadcasting pode força-lo a inserir tanta atenuação que os sinais fracos seriam perdidos, mas eles seriam pedidos dentro das intermodulações de qualquer forma! Então, as vezes você tem que aceitar alguma intermodulação para ouvir sinais fracos em 40 metros.

Fator #2 – Comportamento do AGC

As bandas de 80 e 160 metros possuem um importante componente formado pelo ruído atmosférico. O ruído de larga escala e naturalmente aleatório é um inimigo ardiloso.

Quando nosso problema é apenas a presença de sinais fortes na banda, nós podemos conviver com algum nível de intermodulação. Mas a intermodulação produzida pela mistura de ruído atmosférico e sinais fortes gera – adivinhe o quê? – mais ruído!

Para combater este tipo de ruído, nós precisamos controlar não somente com a intensidade dos sinais, mas temos que considerar também o comportamento do AGC do nosso receptor.

Usarei uma analogia para explicar o que é e como funciona o AGC. AGC – Automatic Gain Control (Controle Automático de Ganho) – é parecido como o câmbio automático nos carros. Um sistema controla as mudanças de marchas, reduzindo ou aumentando a força do motor automaticamente de acordo com a necessidade do momento.

Da mesma forma, o AGC é um circuito que controla o ganho do receptor, protegendo parte do receptor contra sinais muito fortes. A função do AGC é oferecer uma escuta confortável, não é sua função manter os sinais dentro da zona livre de intermodulação do dynamic range. Quem deve fazer isso é você usando os controles de ganho (ATT & PRÉ).

Quando o AGC está operando, ele reduz o ganho global do nosso receptor, usualmente nos estágio de F.I. (Frequência Intermediária). Nos receptores mais modernos o AGC também atua sobre o front-end dos estágios de RF.

Os métodos usados pelo AGC quase sempre reduzem o dynamic range útil do receptor. Se o nível de ruído é cerca de “S-9”, metade do dynamic range do seu receptor já não está mais disponível. Se nós atenuarmos a entrada do sinal de forma que ele quase não ative o AGC, então teremos quase todo o dynamic range disponível para lidar com os sinais.

Há outro problema em relação ao efeito do ruído sobre o AGC. O AGC reduz o nível médio do sinal com seu período de recuperação relativamente longo, mas o detector do AGC tem um ataque bastante rápido em resposta aos picos de sinal. A presença de ruído atmosférico causa um comportamento desproporcional no AGC, pois o ruído tem picos muito elevados mas com energia média muito baixa. Como resultado, o ruído precisa de muito menos energia para ativar o AGC que os sinais das estações na banda. Quando o ruído é reduzido antes do AGC (por exemplo, usando o atenuador), a melhora da relação sinal/ruído é maior que a quantidade de atenuação.

Humm… ficou um pouco confuso, não foi? Vamos traduzir para o bom português!

Isso quer dizer que se você adicionar atenuação suficiente para limitar o nível de ruído para S-1 ou S-2, você ouvirá muito mais sinais que não eram audíveis anteriormente, pois o ruído estava mantendo o AGC alto desnecessariamente.

Melhor ainda, teste o que estou dizendo! Vá para as bandas de 80 ou 160 metros e use sua antena de transmissão. Agora, adicione 30dB ou mais de atenuação até deixar o medidor de sinais abaixo de S-2. Você vai descobrir que sua antena está funcionando muito melhor que você esperava.

Resumo

Ter sucesso nas competições e na caça de estações DX em HF nos exige tirar o máximo da nossa estação. Nada é mais importante do que obter o máximo desempenho do nosso receptor, afinal não é possível trabalhar uma estação que não foi ouvida! Nem mesmo o melhor e mais caro transceptor oferecido atualmente no mercado não tem um dynamic range capaz de lidar com todas as situações de ruído e níveis de sinais que nós encontramos entre 1,8 e 30 MHz. Portanto, nós temos que aprender a controlar o nível dos sinais que entram no receptor usando os recursos de atenuação e de pré-amplificação para manter os sinais dentro do dynamic range do seu receptor para obtermos o máximo desempenho disponível. Espero que, ao aprender como e porque usar os controles de ganho, você faça mais contatos DX e nas competições.

Um Alpha é um Alpha

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Não é preciso possuir um Amplificador Linear da Alpha para ter certeza da qualidade destes equipamentos. Existe até um jargão entre os radioamadores: “Um Alpha é um Alpha”. Mas apenas qualidade e robustez dos seus equipamentos não são suficientes para ter sucesso nos negócios. É preciso ir além.

A Alpha Amplifiers tem uma relação muito próxima com seus clientes. Quase familiar. Todos os funcionários são radioamadores apaixonados pelo que fazem. Quando você liga para a empresa sempre encontra a Molly (e agora a Patrícia) muito animada e solícita em resolver qualquer questão. O suporte e desenvolvimento são setores abertos, gerenciados por radioamadores motivados a dar o melhor de si para os clientes. Assim como outras empresas que fizeram a diferença no mundo, o time da Alpha desenvolve produtos que, acima de tudo, eles gostariam de usar.

A cada mês, a Alpha distribui uma Newsletter muito descontraída onde cada setor conta o que tem feito e qual a “missão” para o mês seguinte. Na edição de janeiro, a Alpha comemora o melhor ano da sua história, compartilha a alegria das vendas terem crescido 64% em 2011!

Não tenho relação comercial nenhuma com a Alpha Amplifiers. Minha única relação com esta empresa é ter um Amplificador Alpha 374 – fabricado em 1974, no mesmo ano que eu nasci – original, inclusive as válvulas, que apesar de ser usado em contests desde 2001, nunca apresentou um único defeito.

Quem está pensando em ter um Amplificador, é melhor pensar direito e escolher um Alpha!

Leia a Newsletter de Janeiro:


Alpha Newsletter - Janeiro 2012 (1,7 MiB, 175 hits)  Alpha Newsletter - Janeiro 2012


Seminário: CQWW Estratégia & Propagação

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O Portal DXBrasil realizou nesta quarta-feira (27/out) o seminário Online “CQWW: Estratégia & Propagação” aberto para toda comunidade contesteira brasileira. Para os operadores que não conseguiram assistir ao seminário ao vivo, a gravação está disponível aqui.

Baixe a apresentação em PDF realizada durante o seminário:


seminário Online “CQWW: Estratégia & Propagação” (3,6 MiB, 208 hits)  seminário Online “CQWW: Estratégia & Propagação”


Boa sorte no CQWW SSB 2011

CQWW SSB 2011: Estratégia & Propagação

KJ5T (Fonte http://www.flickr.com/photos/kj5t/5927511152/)

Dia 26 de agosto, às 20h PT2, estaremos realizando o Seminário online: ‘CQWW 2011: Estratégia & Propagação’, com dicas sobre estratégia operacional e propagação nas bandas altas durante o CQWW SSB Contest 2011.

Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011 – 20h PT2 (23 UTC)

Clique aqui para se registrar e receber instruções sobre como participar do seminário


O Portal DXBrasil estará promovendo o seminário online: ‘CQWW 2011: Estratégia & Propagação’, nesta quarta-feira às 20h PT2 (23 UTC). O seminário será realizado via Internet e a inscrição é gratuita.

Serão abordados os temas referentes ao CQWW SSB 2011:

– Estratégia Operacional: Single Op – All Banda e Single Band

– Propagação: O que esperar das bandas altas?

Palestrante: Luc PY8AZT

Faça sua inscrição o quanto antes, pois as vagas são limitadas.


Clique aqui para se registrar e receber instruções sobre como participar do seminário

Propagação durante o Grayline

A densidade da Ionosfera, absorção, MUF e zona de silêncio mudam bastante a medida que a Terra gora em torno do seu próprio eixo. A região do globo exposta à luz do Sol muda cada 24 horas. Geralmente, as bandas altas permitem contatos durante o dia, enquanto as bandas altas baixas são melhores à noite. Entretanto, fenômenos interessantes ocorrem durante dois curtos intervalos nos quais há a transição entre DIA-NOITE e NOITE-DIA.

Os DXistas descobriram que durante as transições DIA-NOITE (anoitecer) e NOITE-DIA (amanhecer) há excelentes oportunidades para trabalhar DX raros. A região de penumbra mostrada no mapa abaixo é chamada de “grayline”.

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Durante os dois períodos diários de penumbra, a propagação em HF nas áreas dentro ou próximas do grayline podem mudar rapidamente pelas seguintes causas:

  • no nascer-do-sol (sunrise), o Sol começa a construir as camadas superiores da Ionosfera (Camadas F), mas ainda não teve tempo suficiente para formar as camadas inferiores E e D (que absorvem as ondas abaixo de 10MHz); e
  • no pôr-do-sol (sunset), o Sol tem um efeito reduzido nas camadas inferiores que provocam absorção em HF, enquanto boa parte das camadas superiores continuam presentes.

Há dois aspectos diferentes da propagação durante o grayline:

  • Fortalecimento do sinal durante Sunrise/Sunset: Nas bandas abaixo de 14MHz, a propagação é melhor no lado escuro do globo. A medida que a Terra gira, e o amanhecer se aproxima, os sinais emitidos pelas estações na linha do nascer-do-sol (grayline) terão seus sinais fortalecidos para as estações a oeste do lado escuro. Este aumento da intensidade do sinal repentina ocorre porque a ionização da camada F aumenta ao mesmo tempo que a camada D ainda não está formada, proporcionando ótimas condições para toda a região escura da Terra. Em 160m, este aumento da intensidade dos sinais durante o grayline é muito importante para realizar contatos com estações do lado escuro do globo. As estações que estão no cenário inverso – posicionadas no por-do-sol – também experimentam o mesmo fenômeno, porém muito menos evidente e usualmente não dura mais que 5-10 minutos.
  • Caminho da propagação durante o Grayline: Em adição ao aumento da intensidade dos sinais durante o grayline, mais um aspecto único que ocorrem apenas quando duas estações estão localizadas dentro ou próximas do seu grayline. Ou seja, uma estação está no amanhecer local e a outra estação está no anoitecer local. A medida que o Sol se põe ou nasce, a mudança repentina da ionização da atmosfera resulta em um gradiente na densidade de íons entre as altitudes alta e baixa – criando um condições ideais para que a camada F possa transportar sinais de HF de uma ponta a outra do grayline. Outras interações com a camada F podem resultar em refrações adicionais (saltos) até que as ondas de rádio encontrem outra região de penumbra que permitirá que as ondas sejam desviadas de volta para a superfície da Terra. Veja a figura abaixo ilustrando um contato entre VU4 e W5.

ChordalHop1

Fonte: http://www.deltadx.net/ABCDx/Sections/Propagation.htm

Abaixo, um contato realizado entre PT7CB e VK4TXU em 40m às 1935z no qual ambas estações estavam dentro (VK4) ou próximas (PT7) do grayline:

PowerSDR-UI: Radioamador DJ

O primeiro SDR – Software Defined Radio – que eu vi foi um Kachina 505DSP, ele estava disfarçado de computador e estava a uns 10 anos a frente do seu tempo. Como eu sempre adorei computadores, não me assustei com o fato dele não ter painel. Naquele tempo, comprar um rádio que não tinha painel era coisa de maluco. A fábrica ainda encontrou cerca de 500 malucos que compraram aquela “geringonça” antes de fechar as portas.

Mais de 10 anos depois, eu vi pela primeira vez um SDR de verdade na FENARCOM – o SDRZero – eu olhei para aquilo e parecia que eu estava vendo um rato morto sobre a mesa! Quando vi (e ouvi) o SDR ligado a um computador, rodando uma interface gráfica controlada pelo teclado e mouse, minha cara de nojo ainda estava lá. Mas eu comecei a pensar que aquilo poderia servir para alguma coisa um dia.

Como sempre fui um contesteiro, eu olhava os números impressionantes do frontend dos SDR pensava: “O receptor é muito bom, mas como vou usar um SDR durante um contest? Não tem nem VFO?!”. Bem, nada como dar tempo para que os caras criativos façam seu trabalho…

Hoje, conheci o projeto PowerSDR-UI, que faz uma combinação inusitada e fantástica!

Projeto PowerSDR-UI

O Tobias, DH1TW estava procurando um dispositivo que pudesse usar como interface de usuário para o SDR. (ele deve ter feito a mesma cara que eu quando viu um SDR pela primeira vez…). Ele já tinha tentado adaptar um mouse, controle remotos, etc… mas encontrou algo que elevou os Rádio Definidos por Software para um novo patamar.

Hercules DJ Control MP3 E2Ele transformou uma console para DJ (Disc Joquey) muito barata (cerca de US$70,00) em uma fabulosa interface de controle para SDR. Usando uma Hercules DJ Control MP3 E2 é possível controlar com muita facilidade todos os recursos do SDR, como 2xVFO, AF-gain, RF-gain, NR, NB, Bandwidth, TUNER, etc.

Desde que o Tobias começou o projeto, outros radioamadores começaram a explorar as possibilidades das consoles DJ como interface de controle para SDR. Abaixo, veja o esquema que o W4TQ desenvolveu:

w4tq

Bernd DL9UAS, usando fitas adesivas e CorelDraw, personalizou todos os botões da console DJ com os rótulos de cada função.

Layout de Bernd DL9UAS

O W7PP também inventou seu layout para sua nova interface para SDR:

image

Assista ao vídeo abaixo com o PowerSDR-UI em ação usando uma console DJ:

Para integrar a console DJ ao SDR é necessário instalar todos os drivers da console DJ, inclusive os drivers MIDI e os seguintes programas:
PowerSDR-UI 0.99 beta
PowerSDR 2.2.3

Mais informações aqui e aqui.

Agora, finalmente minha cara de nojo sumiu completamente e deu lugar a um sorriso largo! Eu estou seriamente considerando comprar um FlexRadio 3000, acoplar uma console DJ e fazer o próximo contest!

WebSDR: Receptores via Internet

websdrluuvAs estações WebSDR consistem resumidamente de vários receptores espalhados por diferentes países disponíveis gratuita e livremente na Internet. Cada estação por si, ainda permite a utilização a múltiplos radio escutas sintonizar simultaneamente diferentes sinais em variadas bandas.

Vamos descrever seguidamente um exemplo pratico da sua utilização na monitorização remota e online da nossa própria emissão, escutada a milhares de Km, partindo de diversas ferramentas também elas disponíveis gratuitamente online na Internet.

Queremos saber como somos recebidos em São Paulo no Brasil emitindo desde Portugal:

  1. Necessitamos, neste caso de saber em primeiro lugar quando previsivelmente existirá propagação para uma ligação em HF entre a nossa localidade em Portugal e São Paulo no Brasil..?!  Consulte por favor a noticia neste site com o titulo " Previsão de Propagação online (VOACAP). " onde se descreve o que fazer para obter essa previsão online.
  2. No sitio WebSDR – Software-Defined Radio, receptores conectados na Internet dá-nos a possibilidade de escolhermos livremente vários servidores ligados a diversos receptores em diversos países, disponível em http://www.websdr.org
  3. Como queremos saber em que condições somos recebidos em São Paulo no Brasil, selecionamos neste sitio o Receptor SDR Brasileiro em Sorocaba, São Paulo, no Brasil.
    Este receptor dispõem de duas bandas acessíveis:
    => 40m de 7.055 a 7.247kHz com um Dipolo para 40m
    => 20m de 14.200 a 14.300kHz com uma Delta-Loop Vertical.

Assim e com os dados obtidos inicialmente com o VOACAP Online, e quando previsivelmente existirá propagação para uma ligação em HF nos 20m entre a nossa localidade em Portugal e São Paulo no Brasil selecionamos, no  Receptor SDR Brasileiro em São Paulo no Brasil uma frequência livre nesta banda.

Os receptores SDR permitem que vários usuários controlem o mesmo rádio, sem problemas, veja abaixo:

Agora ao transmitirmos em Onda Curta podemos quase que imediatamente monitorizar a nossa própria emissão via Internet recebida no receptor SDR no Brasil.

Alias, o mesmo se aplica a todos os outros WebSDR conectados na Internet  em vários países do Mundo referenciados no sitio WebSDR – Software-Defined Radio.

Interface Serial para CAT, CW e PTT

É possível construir uma interface para CAT (controle do rádio), CW (telegrafia) e PTT (chaveamento para transmissão) usando um única porta Serial.

O esquema abaixo ilustra os pinos que devem ser usados em casa tipo de conexão.

serialcon_t

Por padrão, o pino 4 é usado para CW, o pino 7 para PTT e os pinos 2, 3 e 5 são usados para CAT.

A interface CAT depende do modelo do seu rádios. Geralmente é necessário usar um conversor de sinais TTL para o rádio. Abaixo, um esquema simples de interface CAT em rádios ICOM usando apenas dois transistores, quatro resistores, dois diodos e um capacitor.

civ

Previsão de Propagação online (VOACAP)

image

O VOACAP online permite, após introdução de alguns dados, gerar uma previsão das condições de propagação, desde o seu QTH, para o QTH do seu correspondente, nas faixas de frequências das banda de HF.

A previsão de propagação é-lhe apresentada inicialmente, utilizando o mapa mundial, onde deve colocar por arrastro ou por coordenadas os dois QTH, e a partir daqui é-lhe dada a hipótese de selecionar diferentes parâmetros alternativos na emissão, como sejam:
– TX antenna:
– TX power:
– TX mode:

Para a estação que recebe, é selecionável  o parâmetro RX Antenna, sendo por padrão o dipolo a uma altura do solo de 10 metros.

O resultado é um gráfico onde figuram as frequências de 2 a 30 MHz e as horas UTC de 0 às 24H. Os pontos de intersecção do "Circuit Reliability (%)" são apresentados em diversas cores, sendo a vermelho as faixas de frequências e horas UTC onde existe uma probabilidade próxima de 100% de se realizar o contato nas condições selecionadas.

Esta versão online do VOACAP, com o seu interface simples e apelativa forma de apresentação dos resultados, promete ser uma ferramenta muito importante para todos os radioamadores.
Visite o VOACAP Online Coverage Area predictions clicando aqui.

CTU Brasil: Ética em Contest

etica

No mês de julho, foi realizado o primeiro Contest University no Brasil (CTUBrasil) – um seminário dedicado à disseminação do estado da arte técnico e boas práticas operacionais durante as competições radioamadorísticas. Uma das palestras mais importantes tratou sobre ÉTICA em Contest.

Lembre-se que usar potência acima da permitida para usa categoria ou no Brasil, usar assistência e alegar que estava não-assistido são alguns dos motivos que levaram o Comitê do CQWW a desclassificar várias estações nos últimos anos.

Ainda que a percepção de impunidade esteja em alta, enquanto alguns dos membros do Comitê do CQWW supostamente usam potências ilegais sem serem questionados por isso, os outros competidores comuns estão sujeitos a punições caso ignorem o regulamento dos contests.

Este intervalo de um mês e meio que separa WAE e o CQWW é um excelente momento para relembrarmos a palestra apresentada por Doug K1DG sobre Ética em Contest.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Fonte das gravações: PY2ZZ e disponibilizadas no YouTube por PY2BH.

Qual o melhor Transceptor?

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Quando um DXista ou Contesteiro pensa em trocar de rádio, vem sempre a mesma pergunta: qual o é o melhor receptor que eu posso comprar? Vai para a Internet em busca desta resposta. Procura por avaliações de usuários, mas uma fonte importantíssima de pesquisa é a seção de avaliação da QST Magazine. A ARRL tem um laboratório avançado e uma equipe competente e idônea para avaliar os equipamentos disponíveis no mercado.

No lugar de sair pesquisando em dezenas de revistas, o Hans PA1HR resolveu compilar uma tabela com os dados gerados em cada review publicado pela QST nos últimos anos. A tabela lista apenas os receptores com o Dynamic Range maior que 50dB. Este parâmetro define a capacidade do receptor separar sinais fracos, mesmo nas imediações de sinais fortes.

O resultado foi surpreendente e certamente ajudará  escolher seu próximo transceptor. Faça download da tabela no link abaixo:


Resumo da Avaliação de Transceptores da QST Magazine (937,4 KiB, 642 hits)  Resumo da Avaliação de Transceptores da QST Magazine