Arquivo da categoria: Propagação

Informações e dicas sobre a propagação

Turbulências Solares Atrapalharam IARU Contest

Não é preciso ser expert em propagação para entender o gráfico acima. Este é o gráfico do Índice K, gerado a cada 3 horas a partir da medição da atividade geomagnética em estações terrestres. O K representa o distúrbio do componente horizontal do campo magnético da Terra. O índice K é uma escala para o chamado “ak” que varia entre 0 e 400, de acordo com a tabela abaixo:

K 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
ak 0 3 7 15 27 48 80 140 240 400

Infelizmente o Índice K atrapalhou um pouco o fim-de-semana no rádio (15/16 de Julho), principalmente os participantes que esperavam bons contatos nas bandas altas (10,15 e 20m). O K acima de 4 gera os chamados “blackout” ou apagões em HF e mais fortemente acima de 10MHz.

Serminário: Atualização do Ciclo 24

No seminário em agosto de 2009, K9LA apresentou o mínimo solar entre o Ciclo 23 e 24 e o prenúncio do Ciclo 24. Agora em julho de 2012, o mesmo palestrante fará uma revisão do mínimo solar e apresentará a situação atual do Ciclo 24. Outros dois tópicos serão discutidos: efeito de árvores na propagação em HF e MF; e a melhor altura para sua antena.

Título do seminário: Update on Cycle 24 and more
Idioma: Inglês 

O serminário será realizado em duas datas:

Data: Quinta-feira, 19 de Julho
Hora: 01:00 UTC
Registro (gratuito): https://www2.gotomeeting.com/register/606121362

Data: Sábado, 21 de Julho
Hora: 19:00 UTC
Registro (gratuito): https://www2.gotomeeting.com/register/699956578

Propagação para o ARRL DX CW 2012

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A propagação para este ARRL DX CW 2012 será típica para o período do ciclo solar que estamos atravessando. Apesar do número de manchas solares (SNN) ter caído bastante (40-50 SSN) nos últimos dias, a Ionosfera manteve-se bem estável, com curtas turbulências (K abaixo de 4). As chances de explosões solares para os próximos dias são pequenas (Solar Flare Risk M-Class: 01% X-Class: 01%).

Traduzindo todos estes dados em miúdos, vamos ter aberturas razoáveis nas bandas 20/15m pela manhã, com expressiva melhora na parte da tarde. Há boa chance de aberturas interessantes em 10m durante a noite, especialmente para a Costa Leste (WØ, W6 e W7) dos Estados Unidos.

Resumão:
10-15z: 20 e 15m (possível 10m)
15z-21z: 20, 15 e principalmente 10m (Costa Oeste)
21z-00z: 40, 80 e 10m (Costa Leste)
00-10z: 160, 80 e principalmente 40m

Abaixo, previsão de propagação para o ARRL DX CW 2012:


Propagação para o ARRL DX CW 2012 (226,2 KiB, 242 hits)  Propagação para o ARRL DX CW 2012


Boa Sorte no Contest!

1957: O Ano da Propagação

Estamos todos animados essa propagação maravilhosa. O Fluxo solar acima de 150 e o número de manchas em 140 juntos estão as bandas altas cheias de sinais. Então, imagine se você estivesse operando em 1957 – “O Ano da Propagação!”.

Por todo o ano de 1957, o fluxo ficou acima de 200, mas em 25 de dezembro (um presente de natal, talvez) o fluxo chegou a marca histórica de 380 e o número de manchas no recorde de 360! Havia propagação em F2 em 50MHz e provavelmente em 144MHz. Nestas condições, no entanto, é provável que as bandas de HF sofreram apagões por causa do Índice A que estava acima de 160.

Gráfico dos dados Solares e Geomagnéticos de dezembro de 1957

Dezembro de 1957

Propagação durante o CQWW CW 2011

O CQWW CW praticamente encerra a temporada 2011 de grandes contests, restando apenas o ARRL 10m, que será a “cereja do bolo”, de um ano muito bom para os DXistas e Contesteiros. Mas como será a propagação durante o CQWW CW 2011?

A tabela abaixo mostra a evolução da média mensal do Fluxo Solar (FLUX) e número de manchas solares (SUNSPOT#) entre janeiro e outubro.

Tabela da média mensal de fluxo solar e manchas solares

Portanto, 2011 começou com média de fluxo solar 83,7 e em outubro subiu para 137,2. O mesmo aconteceu com a média do número de manchas solares, que em janeiro era 32,1 e no décimo mês do ano já estava em 123,5.

Porque estes números são importantes? Compare os dois gráficos abaixo:

Intensidade de sinais entre PY2 e W6 em 28MHz em Janeiro 2011

Intensidade de sinais entre PY2 e W6 em 28MHz em Outubro 2011

O gráfico da esquerda mostra os horários e intensidade de sinais entre PY2 e W6 em 28MHz usando 1kW com SSN de janeiro (32). O gráfico da esquerda também mostra a intensidade de sinais entre PY2 e W6 em 28MHz usando 1kW, mas com o SSN de outubro (123). Ambos foram produzidos no WinCAP, com as mesmas variáveis e modelagem de antenas, exceto pelo número de manchas solares média mensal.

Resumindo, as bandas altas – especialmente 10m – estarão mais uma vez “entupidas” de sinais. Com estas condições especiais de propagação, mesmo estações pequenas, com antenas simples de fio terão a oportunidade de dar a volta ao mundo em CW!

Abaixo, a tabela de propagação para o CQWW CW 2011.


Tabela de Propagação - CQWW CW 2011 (608,9 KiB, 207 hits)  Tabela de Propagação - CQWW CW 2011


Boa diversão a todos!

Rotuma (3D2R): Previsão de Propagação

3d2r-logo

A DXpedição 3D2R – Rotuma Island – está no ar e alguns brasileiros já conseguiram entrar no log. Para facilitar a caça desta rara entidade DXCC, abaixo estão disponíveis duas tabelas com previsão de propagação entre PY2 e Rotuma:


3D2R - Previsão de Propagação (Small Pistols) (84,4 KiB, 229 hits)  3D2R - Previsão de Propagação (Small Pistols)



3D2R - Previsão de Propagação (Big Gun) (84,5 KiB, 181 hits)  3D2R - Previsão de Propagação (Big Gun)


Propagação durante o Grayline

A densidade da Ionosfera, absorção, MUF e zona de silêncio mudam bastante a medida que a Terra gora em torno do seu próprio eixo. A região do globo exposta à luz do Sol muda cada 24 horas. Geralmente, as bandas altas permitem contatos durante o dia, enquanto as bandas altas baixas são melhores à noite. Entretanto, fenômenos interessantes ocorrem durante dois curtos intervalos nos quais há a transição entre DIA-NOITE e NOITE-DIA.

Os DXistas descobriram que durante as transições DIA-NOITE (anoitecer) e NOITE-DIA (amanhecer) há excelentes oportunidades para trabalhar DX raros. A região de penumbra mostrada no mapa abaixo é chamada de “grayline”.

GrayLine2

Durante os dois períodos diários de penumbra, a propagação em HF nas áreas dentro ou próximas do grayline podem mudar rapidamente pelas seguintes causas:

  • no nascer-do-sol (sunrise), o Sol começa a construir as camadas superiores da Ionosfera (Camadas F), mas ainda não teve tempo suficiente para formar as camadas inferiores E e D (que absorvem as ondas abaixo de 10MHz); e
  • no pôr-do-sol (sunset), o Sol tem um efeito reduzido nas camadas inferiores que provocam absorção em HF, enquanto boa parte das camadas superiores continuam presentes.

Há dois aspectos diferentes da propagação durante o grayline:

  • Fortalecimento do sinal durante Sunrise/Sunset: Nas bandas abaixo de 14MHz, a propagação é melhor no lado escuro do globo. A medida que a Terra gira, e o amanhecer se aproxima, os sinais emitidos pelas estações na linha do nascer-do-sol (grayline) terão seus sinais fortalecidos para as estações a oeste do lado escuro. Este aumento da intensidade do sinal repentina ocorre porque a ionização da camada F aumenta ao mesmo tempo que a camada D ainda não está formada, proporcionando ótimas condições para toda a região escura da Terra. Em 160m, este aumento da intensidade dos sinais durante o grayline é muito importante para realizar contatos com estações do lado escuro do globo. As estações que estão no cenário inverso – posicionadas no por-do-sol – também experimentam o mesmo fenômeno, porém muito menos evidente e usualmente não dura mais que 5-10 minutos.
  • Caminho da propagação durante o Grayline: Em adição ao aumento da intensidade dos sinais durante o grayline, mais um aspecto único que ocorrem apenas quando duas estações estão localizadas dentro ou próximas do seu grayline. Ou seja, uma estação está no amanhecer local e a outra estação está no anoitecer local. A medida que o Sol se põe ou nasce, a mudança repentina da ionização da atmosfera resulta em um gradiente na densidade de íons entre as altitudes alta e baixa – criando um condições ideais para que a camada F possa transportar sinais de HF de uma ponta a outra do grayline. Outras interações com a camada F podem resultar em refrações adicionais (saltos) até que as ondas de rádio encontrem outra região de penumbra que permitirá que as ondas sejam desviadas de volta para a superfície da Terra. Veja a figura abaixo ilustrando um contato entre VU4 e W5.

ChordalHop1

Fonte: http://www.deltadx.net/ABCDx/Sections/Propagation.htm

Abaixo, um contato realizado entre PT7CB e VK4TXU em 40m às 1935z no qual ambas estações estavam dentro (VK4) ou próximas (PT7) do grayline:

Revira-volta: 167 Manchas Solares

Há exatamente dois meses atrás publicamos um artigo dizendo que o Próximo Ciclo Solar seria Dúvida e que ele entraria em hibernação. Felizmente, o Sol está dando sinal que estávamos errados! Hoje (16/Setembro/2011), a contagem de manchas solares na superfície do Sol bateu mais um recorde: 167 manchas, o maior registro desde o início do Ciclo Solar 24.

ssn_2005_2011

O Sol virou a mesa!

Essa virada ocorreu 30 após os observatórios solares anunciarem o segundo dia sem manchas solares em 2011 (16/Set/2011), quando o SSN diário voltou para a marca ZERO. Ainda que a propagação não seja diretamente relacionada ao número de manchas solares, esta marca é histórica, pois foram registradas pela última vez há 6 anos (04/junho/2005), veja o gráfico acima.

Número de dias sem Manchas

Como o Sol não parece estar com presa para mostrar sua energia em forma de labaredas solares, os cientistas estão acompanhando a evolução do ciclo solar através da contagem de dias sem manchas solares. Em 2009, foram 250 dias sem manchas, fato que não ocorria a mais de 100 anos. Em 2010, foram menos de 50 dias sem nenhuma mancha no limbo solar.

Finalmente e felizmente, em 2011 (até agora), foram somente 2 dias sem manchas solares: 17 de janeiro e 15 de agosto. Isso é uma excelente notícia para os radioamadores. Finalmente, os dias de tédio e chiadeira nos receptores vão ficar para trás. Espera-se que até o fim de 2012, provável pico deste minguado ciclo 24, o número de manchas e o fluxo solar ainda cresça mais uns 30%, e com ele ocorram mais atividade nas bandas altas de HF, e até mesmo em 50 e 144MHz.

As bandas de 28MHz e 50MHz são as mais sensíveis ao fluxo solar. Hoje, várias estações relataram aberturas para o Pacífico Sul em 10m e para o norte da África em 6 metros.

Abaixo, uma animação feita com fotos sequenciais do Sol mostra o crescimento de uma mancha solar:

Fonte dos gráficos: DXWorld.net

Previsão de Propagação online (VOACAP)

image

O VOACAP online permite, após introdução de alguns dados, gerar uma previsão das condições de propagação, desde o seu QTH, para o QTH do seu correspondente, nas faixas de frequências das banda de HF.

A previsão de propagação é-lhe apresentada inicialmente, utilizando o mapa mundial, onde deve colocar por arrastro ou por coordenadas os dois QTH, e a partir daqui é-lhe dada a hipótese de selecionar diferentes parâmetros alternativos na emissão, como sejam:
– TX antenna:
– TX power:
– TX mode:

Para a estação que recebe, é selecionável  o parâmetro RX Antenna, sendo por padrão o dipolo a uma altura do solo de 10 metros.

O resultado é um gráfico onde figuram as frequências de 2 a 30 MHz e as horas UTC de 0 às 24H. Os pontos de intersecção do "Circuit Reliability (%)" são apresentados em diversas cores, sendo a vermelho as faixas de frequências e horas UTC onde existe uma probabilidade próxima de 100% de se realizar o contato nas condições selecionadas.

Esta versão online do VOACAP, com o seu interface simples e apelativa forma de apresentação dos resultados, promete ser uma ferramenta muito importante para todos os radioamadores.
Visite o VOACAP Online Coverage Area predictions clicando aqui.

Primeira Interferência Solar nas Comunicações da Terra

Em 2 de setembro de 1859, os telegrafistas por toda a América do Norte notarão algo peculiar: seus equipamentos continuaram a funcionar mesmo desconectados da rede elétrica. O que estava acontecendo de tão especial naquele dia e como eles podiam continuar enviando e recebendo telegramas mesmo sem estarem conectados a rede elétrica?

Labareda Solar

Uma labareda solar de proporção gigantesca estava bombardeando a Terra com tanta energia que as linhas telegráficas foram energizadas. Os telegrafistas dos Estados Unidos informaram que seus telégrafos estavam operando melhor do que nunca por causa do retorno elétrico que estava recebendo das linhas telegráficas.

Este evento marcou a primeira observação dos efeitos que o Sol tem sobre uma rede de comunicação. Naquele tempo, os cientistas ainda não haviam correlacionado os eventos observados no Sol com o magnetismo terrestre por que o conhecimento ainda não era largamente disseminado. Na infância da ciência espacial, várias teorias tentavam explicar fenômenos como Aurora Boreal, uma delas bastante curiosa:

A Aurora (eletricidade desprendida das crateras dos vulcões) em parte se dissolve na atmosfera, outra parte é se espalha pelo espaço ou se concentra em uma substância gelatinosa formando meteoros, chamados de estrelas cadentes. Estes meteoros se dissolvem rapidamente no ar da atmosfera, mas às vezes, antes de se dissolverem completamente, alcançam a Terra na forma de um pó fino tipo amido.

Hoje sabemos que quando uma labareda solar atinge a Terra, o campo magnético do nosso planeta (região chamada de magnetosfera) é chacoalhado. A medida que o plasma magnetizado emitido pela Sol empurra as linhas de força da magnetosfera, uma intensa corrente elétrica é induzida em toda a atmosfera terrestre. Se a energia desprendida pelo Sol for muito intensa, as correntes induzidas na Terra podem ser captadas por linhas de transmissão de energia e pode causar apagões em escala mundial. Satélites e aviões podem ser danificados permanentemente caso expostos a tais correntes.

De 1859 até hoje, o homem percorreu um longo caminho de desenvolvimento tecnológico, mas muito pouco pode ser feito caso uma nova labareda solar seja desprendida em direção à Terra.

Estudo Sugere um Grande Ciclo de Atividade Solar

Solar FlareUm novo estudo sobre a atividade solar demonstra que o Sol tem períodos de longa duração com máximos e também com mínimos. Segundo o estudo publicado na Geophysical Research Letters, desde 1920 que o Sol entrou em um grande máximo solar e agora ao poucos está mudando para um grande mínimo solar, a exemplo do que aconteceu entre os anos de 1650 e 1700.

O professor de Física Ambiental Espacial Mike Lockwood diz no estudo:

Todas as evidências sugerem que o Sol vai em pouco tempo sair do grande máximo solar que se estabeleceu antes do início da era espacial. No grande máximo solar, os picos dos ciclos solares de 11 anos são largos e o número de labaredas solares e seus eventos associados, como ejecção de massa coronária, são, em média, maiores. Por outro lado, no grande mínimo solar quase não há manchas solares por muitas décadas. A ultima vez que isto aconteceu foi durante o Mínimo de Maunder, entre 1650 e 1700.

O estudo indica que a maior parte da radiação solar atinge a Terra durante os períodos de média atividade solar. Provavelmente uma explicação para o aquecimento global registrado nas ultimas décadas. Uma das principais ameaças da alta atividade solar é para a tecnologia embarcada no espaço (exemplo, satélites de comunicação e naves espaciais) e para a aviação.

O impacto de um longo período de mínimo solar, como prevê o artigo, pode significar baíssima atividade nas bandas acima de 20MHz e algum efeito benéfico nas bandas abaixo de 10MHz, especialmente 80 e 160m.

Link para o estudo – Solar Induced Climate Effects.

Próximo Ciclo Solar é Dúvida

Apesar de toda expectativa criada pela chegada do Ciclo Solar 24 e toda a atividade solar observada nos últimos meses, os pesquisadores estão prevendo que o Sol está caminhando para um estado de hibernação, novamente. Os pesquisadores do National Solar Observatory (NSO) e do Air Force Research Laboratory coletaram um grande número de dados a partir da observação do interior do Sol, superfície visível e coronária (atmosfera solar), e as análises sugerem que o ciclo de manchas solares está tendendo para hibernação.

O que vai acontecer com o Sol?

“Aproveitem o espetáculo promovido pelas labaredas solares, a beleza das ejeções de massa coronária; deve levar um bom tempo até que possamos presenciar um ciclo solar novamente,” disse Ian O’Neill. O próximo ciclo solar será o mais fraco da história moderna? Poderia o Ciclo 25 nem começar? As manchas solares se tornaria coisa do passado? Ninguém tem ainda as respostas para estas perguntas, “mas uma coisa é certa: a atividade solar está diminuindo e a atividade magnética está ficando mais fraca” finaliza Ian O’Neill.

E o Aquecimento Global?

Há tempos que uma corrente científica – contrária ao grande negócio criado por trás da indústria do verde – vem alertando que o clima terrestre não é influenciado diretamente pela emissão de gás carbônico (Dióxido de Carbono, CO2) no mundo moderno. A farsa sobre “Aquecimento Global” foi criada para sustentar a chamada “indústria verde” que hoje é responsável por milhares de empregos gerados particularmente na Europa e Ásia. Como todo climatologista de respeito sabe, o clima terrestre é influenciado em larga escala pela atividade solar. Com a diminuição da atividade solar, o clima da terra tenderá a resfriar-se no futuro, como já aconteceu no passado na chamada “Pequena Idade do Gelo”.

Pequena Idade do Gelo?

Se o Sol está mesmo entrando em um período de hibernação, então vamos passar pelo fenômeno que já ocorreu no século 17, foram 70 anos sem registro de manchas solares. Neste período o clima global resfriou, a ponto de existir uma feira sobre o Rio Sena (Londres) que ficou congelado por anos. Este período ficou registrado na histórico com o nome de “Little Ice Age” (Pequena Idade do Gelo). Se isso acontecer, os cientistas-do-apocalipse, que proclamam que o aquecimento global é antropológico e nossas emissões de CO2, cairão do cavalo e terão que admitir o que a boa ciência sempre soube: o clima global é influenciado pelo Sol desde que o mundo é mundo. Leia mais sobre a Pequena Idade do Gelo aqui.

Mas o que vai acontecer com a propagação?

Quanto à propagação… se realmente passarmos por um longo período sem manchas solares, boa parte da brincadeira vai acabar. As bandas altas (acima de 20MHz) não deve mais ser refletida pela Ionosfera e não haverá propagação de ondas de rádio a longa distância, mas por outro lado teremos as bandas baixas (abaixo de 10MHz) com aberturas como nunca vistas na história do rádio. Por exemplo, em 2009 – no meio do mínimo solar entre os ciclos 23 e 24, radioamadores brasileiros ouviram sinais de estações russas em 40m ao meio-dia. A explicação: sem manchas solares, a camada D não deve se formar, permitindo sinais se propagarem por boa parte do dia nas bandas baixas.

Leia outros artigos relacionados:

Ciclo Solar Abaixo de 100 Confirma Previsão de Radioamador

Em 2000, o Radioamador e Físico Espacial Thomas Giella, NZ4O desafiava as previsões de um Ciclo Solar recorde das agências climáticas privadas e governamentais. GIella foi um dos poucos cientistas que não entraram no jogo de interesse político que distribui dinheiro para pesquisas que apoiavam a teoria do aquecimento global baseado apenas na emissão de carbono.

Thomas F. Giella, NZ4O

Segundo a teoria publicada por Giella, o clima da Terra se aqueceu entre 1945 e 2000 por conta do aumento da atividade solar e a Terra começaria a se resfriar a partir de 2010 quando a atividade solar diminuiria a medida que o Sol entrasse em um período de mínima atividade que poderia durar 50 anos.

Abaixo, e-mail de Giella NZ4O que faz uma análise da propagação dos últimos meses:

From: “Thomas F. Giella NZ4O” <solarcycle24@tampabay.rr.com>
Nesta terça-feira, 10 de maio de 2011, o Índice do Fluxo Solar (SFI) caiu abaixo de 100 (97,5) pela primeira vez desde 22 de março de 2011. Durante este mês, a contagem diária de manchas solares tem sido por volta de 90, mas os grupos de manchas solares observados eram na maioria pequenos, fracos e simples em termos magnéticos.

Propagação das ondas de rádio continua boa em 15 e 12 metros, mas tem tornado mais esporádica em 10 metros. A banda de 6 metros apresenta cada vez mais propagação “Esporádica E” a medida que se aproxima o verão no hemisfério norte.

Por enquanto, o Sol retornou para o estado quieto que nós observamos até o início de 2011. Enquanto o Ciclo Solar 24 continua seu progresso em direção ao seu pico previsto para Dezembro de 2013, com número de manchas solares (SSN) em torno de 95, nós continuaremos observando períodos de anormal produção de manchas solares com grupos pequenos, fracos e magneticamente simples.

Há muito anos atrás, todas as entidades privadas, governamentais e universidades previam um ciclo solar 24 muito grande. Como um Físico Solar & Plasma Espacial aposentado e também um Meteorologista/Climatologista, eu era o único a prever um ciclo pequeno. Lamentavelmente, até agora minha previsão está correta, assim como eu ainda acredito que o Sol está entrando em um período de mínimo do tipo Maunder que resultará em um processo continuado de resfriamento do clima terrestres.

73 & GUD DX,
Thomas F. Giella, NZ4O
Lakeland, FL, USA
solarcycle24@tampabay.rr.com

CQWPX SSB 2011: Tabela de Propagação

Time de Operadores da MØMCX

Os indicadores solares,, divulgados até hoje (24/março) ainda estão variando – felizmente – para cima. O SFI – Fluxo Solar – está em 105, com previsão para chegar em 110 no sábado. O SSN. Número de Manchas Solares, também apresenta tendência de subida, e está em 46.

Uma pergunta que vale 1 milhões de pontos: Quando 10m vai abrir?

Ninguém sabe ao certo, mas a boa notícia é que SIM, teremos um boa atividade em 10m este ano. Ontem, havia boa movimentação na banda, tanto para a América do Norte quanto para o sul da Europa e África. Fique atento para esta banda para não perder nenhuma abertura!

O arquivo abaixo apresenta 8 tabelas, representando as regiões com maior densidade populacional de radioamadores.

  • Europa: DL, EA8, R3
  • América do Norte: W1, W5 e W6
  • Ásia: 9M2 e JA1

Cada tabela correlaciona horário UTC (linhas) e banda (colunas), mostrando a intensidade de sinal esperada (cada S representa 6db), e o TOA (take off angle) que é a inclinação que o sinal deve chegar em sua antena. Somente antenas instaladas em terreno plano e a pelo menos 1/2 onda do solo poderia captar sinais com TOA abaixo de 5.


Tabela de Propagação CQWPX SSB 2011 (407,3 KiB, 359 hits)  Tabela de Propagação CQWPX SSB 2011


Lembre-se que no WPX, os multiplicadores são PREFIXOS, portanto o número de países trabalhos não influenciará no seu score final. A Europa e Estados unidos representam mais de 90% dos PREFIXOs trabalhados durante o contest, então concentre-se quando a propagação estiver aberta para estas regiões.

Boa sorte a todos no Contest!

Fluxo Solar 153, mais um recorde do Ciclo Solar 24

Grupo de Manchas Solares 1164O Índice do Fluxo Solar bate mais um recorde do ciclo solar 24. Hoje (7/Março/2011) o SFI atingiu 153. A última vez que o Fluxo Solar chegou a este nível foi em julho de 2004. Entretanto, esta medida é parcial, uma vez que existe um labareda solar em progresso.

A propagação deve continuar melhorando, apesar de algumas labaredas solares.

Ao lado, foto mostrando o grupo de manchas solares número 1164, fonte de várias labaredas solares em andamento nos próximos dias.

Nova Teoria Explica Mínimo Solar

Dinâmica do SolEm uma pesquisa financiada pela NASA, cientistas apresentam o primeiro modelo computacional que explica o prolongado período de baixa atividade solar dos últimos anos.

Não havia uma explicação científica plausível para o quase total desaparecimento de manchas solares entre 2008 e 2009. Os modelos computacionais não conseguiam explicar esse “sono profundo” em que o Sol esteve nos últimos anos. A NASA financiou várias pesquisas para desenvolver um modelo capaz de explicar este fenômeno.

Os resultados foram publicados hoje na revista Nature indicando que o mistério está resolvido. “A corrente de plasma do interior do Sol interferiu na formação das manchas solares e prolongou o mínimo solar”, informou o líder da pesquisa, Dibyendu Nandi, do Indian Institute of Science Education and Research em Kolkata, Índia.

O período de mínimo solar não afeta apenas a nossa querida propagação em HF, mas torna o espaço um lugar mais perigoso. O campo magnético enfraquecido do Sol permitiu que raios cósmicos perigosos entrassem no Sistema Solar em níveis recordes nos últimos anos. A menor incidência de luz ultravioleta fez com que a atmosfera superior da Terra tornou-se mais fria e se retraiu.

Fluxo Solar e a Propagação: Resposta Simples

Um visitante do site, perguntou qual é a influência do Fluxo Solar no DX e Contest. A resposta pode ser longa e técnica e há farto material assim na Internet, mas também pode ser simples e objetiva (e não se encontra com facilidade por aí). Então, vamos a resposta simples.

[stextbox id=”grey” float=”true” align=”right” width=”180″]Índice de Fluxo Solar (SFI): é a quantidade de radiação emitida pelo Sol em um determinado comprimento de onda (10,7cm). Então, o SFI é proporcional a quantidade de radiação (energia) o Sol está cuspindo em direção à Terra. Essa energia varia de acordo com as áreas ativas observadas da Terra como Manchas Solares (SNN).[/stextbox]

Bem, para manter simples, o SFI alto indica que a Ionosfera deve estar mais ativa e com melhor propagação. Quais são os efeitos do SFI alto nas bandas?

Na prática, a banda de 20m que geralmente só tem propagação diurna, com o SFI alto passa a apresentar bons sinais vindos da Europa e Estados Unidos até perto da meia-noite, e volta a abrir após o nascer do Sol.

Outra banda fortemente influenciada pelo SFI é 21MHz. Esta banda também é normalmente diurna, mas durante a noite pode apresentar aberturas consistentes para Ásia e Pacífico, além de proporcionar contatos mais próximos com os continentes Europeus e Norte Americanos.

Sem dúvida, a banda que mais sofre influência do Fluxo Solar é 10m. Esta banda pode ter aberturas totalmente inesperadas mesmo com uma pequena variação do SFI. Quando o Fluxo Solar está acima de 100, as aberturas em 10m podem ser globais.

Resumindo, as bandas altas permanecem mais tempo abertas e para regiões mais distantes quando o SFI está alto.

Com o crescimento da atividade solar, também tornam-se mais comuns as Tempestades Solares. Durante uma Tempestade Solar, o Sol emite um tipo de radiação muito forte que sobrecarrega a atmosfera terrestre, resultado em um Blackout (apagão) na propagação das ondas de rádio. Estas tempestades são mais comuns durante a subida do ciclo solar até chegar em seu pico – o pico do ciclo solar 24 está previsto para 2013.

Propagação Multpath: Durante o pico do Ciclo Solar, é comum relatos de “echo” quando escutamos alguns sinais em 10m (ou mesmo em 15m). Isso é o resultado da propagação multpath, ou seja o sinal está sendo ouvido tanto pelo caminho curto, quanto pelo caminho longo – dando a volta mais ao redor da Terra. Como as distâncias percorridas são diferentes, o sinal que percorreu a maior distância chega com atraso em relação ao sinal que percorreu o caminho mais curto.